quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Naquela noite, deitada em sua cama, ela imaginava como seria sua vida daqui a uns anos. Várias coisas passaram pela sua cabeça. Sonhos, planos, certezas e incertezas, até que ela caiu no sono e teve o melhor sonho de todos, aquele que ela queria que se tornasse realidade, ou pelo menos parte dele.
Lá estava ela, aos 23 anos com uma beleza que pra ela e para muitos era perfeita. Tinha acabado e se formar na faculdade, arranjou um ótimo emprego, tinha muitos amigos, mas guardava os bons, porque esses ela podia contar nos dedos. Viajou o mundo, teve amores passageiros, o que para ela não importava, já que isso de amor, casamento e filhos nunca esteve em seus planos.  Mas com o passar do tempo ela foi sentindo falta de algo, algo que ela nunca imaginava que iria sentir. Sentia falta de um amor de verdade, de saber que ao chegar em casa, alguém estaria lá esperando por ela.  Esse querer a assustou, porque os amores de sua adolescência a fizeram acreditar que ela nunca iria encontrar alguém, que o destino dela não era esse. E então ela acordou do sonho, e percebeu que tinha muito que pensar sobre aquilo.
Será mesmo que os amores que ela tinha vivido só a ensinaram a sofrer? A partir daquele sonho, ela percebeu que um dia ia encontrar alguém pra dividir a felicidade, e que enquanto esse alguém não chegava, ela não ia se preocupar em sofrer, só iria querer aprender, pra não errar quando a pessoa certa chegar. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

"Gritaria. Hinos. Torcidas. FUTEBOL. Só de ouvir/ver essas coisas, eu já fico nervosa. Eu, particularmente, acho futebol uma coisa desnecessária e chata, mas eu sou uma das poucas pessoas que pensam assim, infelizmente. E por isso, eu tenho que aguentar. Mas, mesmo não gostando de futebol e não ligando se o meu time perdeu ou venceu, me irrita quando as pessoas vêm falar mal do meu time, ou até mesmo rir do time dos outros. Qual é a necessidade? Já ganhou, não é? Então para que ir esfregar na cara do outro, que não é cego e nem surdo, e já sabe que o time perdeu? Ah, quanta palhaçada! Outra palhaçada é ver seu time ganhar e sair por ai gritando ou com um carro de som. Meu bem, ninguém é obrigado a ouvir seus gritos e muito menos o hino do seu time. E tem mais uma coisa que é ridícula. Os torcedores do time que perdeu saírem por ai para bater nos torcedores do time campeão. Querido (a), se você não sabe perder, fica em casa chorando na cama que é lugar quente, mas poupe as pessoas da sua falta de senso."
Esse texto ai de cima, eu fiz no inicio do ano passado, no final do campeonato carioca. Naquela época eu não sabia nem o que era um escanteio, e sempre que ouvia algo sobre futebol já mudava de assunto. Achava uma coisa ridícula, perda de tempo, sem graça... E hoje, hoje eu sei de tudo e mais um pouco, e tudo aquilo que eu critiquei no texto ali de cima, eu faço hoje em dia (menos bater nos torcedores). Se meu time perde eu brigo com qualquer um que aparece na minha frente, quando ganha o sorriso chega quase a passar da orelha e esfrego na cara de todo mundo, grito, faço de tudo, ou seja, tudo que eu achava ridículo quando fiz aquele texto. Mas eu não fiz esse texto pra falar de futebol, fiz pra falar de como as pessoas mudam de opinião depois que conhecem sobre o assunto que não gostavam. E olha que eu já fiz um texto aqui falando sobre essa coisa de mudar de opinião. Mas o fato é que você tem que conhecer as coisas e as pessoas pra depois falar o que achou, não sair julgando sem ao menos conhecer. Claro que algumas coisas as pessoas nunca vão mudar de opinião, até mesmo eu sou assim. Mas tem outras que você pode sim mudar de opinião. Aí que entra a questão do preconceito. Aquela mania de julgar aquilo que é desconhecido e achar que você tá certo. Mesmo que às vezes seja difícil aceitar alguma coisa, ou mudar a opinião sobre algo, não é melhor saber mais sobre aquele assunto antes de falar coisas que nem você sabe?
E pra finalizar: “Você passa a maior parte do tempo julgando tudo como se até soubesse de alguma coisa. Há mais nas coisas do que somente uma coisa. Passe mais tempo respeitando”