Lugares novos e pessoas novas sempre dão um friozinho na barriga. Aquela dúvida de saber “será que vou me adaptar”?“ , “ será que vão gostar de mim?“, “ As pessoas são legais?”. Acho que todo mundo já fez essas perguntas em algum momento na vida. Eu, por exemplo, fiz essas e várias outras perguntas, esperando uma resposta, mas eu sabia as respostas só iriam vir da minha mente, e com o medo e ansiedade me dominando, as respostas não seriam muito boas. Eu tive que esperar o tempo passar, ficar ali, naquele lugar onde todos eram estranhos, confusos e agitados. E eu, ali, parada, pensando mil coisas, me perguntando o que é que eu estava fazendo ali, quem eram aquelas pessoas, me perguntando aonde estavam as pessoas que EU conhecia, as pessoas com alguma coisa na cabeça, um sonho, uma vontade, e a cada minuto que passava, eu percebia que as respostas negativas que eu consegui de início, não passavam da verdade.
Mas o tempo passou, e como o tempo muda as coisas, não é mesmo? Muda idéias, sonhos, objetivos, pensamentos e ponto de vista. Agora, eu sei exatamente onde eu estou, quem são os ‘estranhos’ que estavam lá, quem eu posso apontar e dizer “ esse sim eu conheço, esse sim eu vou levar, e esse sim vai crescer”. Agora eu sei quem é quem, quem eu conheço e quem eu não conheço. E as pessoas que eu achava que conhecia? Ah, essas simplesmente sumiram, e não foi porque o tempo mudou as coisas, e nos afastou, foi porque elas quiseram seguir esse caminho, e quando quiserem voltar, não vai ter mais caminho de volta. Esse caminho não é “mão dupla”, ou você vai, ou você fica. Mas, poucas pessoas sabiam disso e achavam que podiam ir e voltar quando bem entendessem, magoando as pessoas na hora que quisesse e uma simples palavra resolveria tudo, mas para essas poucas pessoas que seguiram o caminho sem volta, infelizmente, não tem mais volta.
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